Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

MEC busca recursos extras para garantir livros escolares

O Ministério da Educação ainda busca recursos para garantir a entrega completa dos livros didáticos de 2026. Desde o fim de agosto, o governo tenta elevar o orçamento do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) de R$ 2,3 bilhões para R$ 3,7 bilhões.

O MEC também pediu à equipe econômica aumento no limite de recursos que pode movimentar dentro da verba já prevista, reconhecendo que atrasos podem impedir a entrega de parte dos livros. Em julho, apenas livros de português e matemática haviam sido comprados para o ensino básico, numa estratégia de compras escalonadas.

Já em agosto, o TCU aceitou investigar possíveis falhas do ministério, e o FNDE prometia a compra integral das obras. Associações da indústria educacional alertam que atrasos persistem e há risco de não entregar materiais em braile.

Em nota, o FNDE minimiza a falta de recursos: “Em função dos ajustes orçamentários previstos pelo novo arcabouço fiscal, o FNDE tem atuado junto aos órgãos competentes para suplementar o orçamento do Programa”.

Segundo a Abrelivros, não serão feitas reposições em 2025 de materiais de disciplinas dos anos finais do ensino fundamental. Para o ensino médio, as negociações começaram apenas no fim de outubro, sem confirmação de verba total.

O FNDE alertou que a verba disponível poderia tornar “inviável executar algumas ações” do programa, citando risco de “insuficiência, ou mesmo ausência, de livros didáticos e demais materiais”, afetando estudantes e a continuidade da política pública.

Do orçamento de R$ 2,3 bilhões, o governo empenhou R$ 1,3 bilhão e pagou R$ 376 milhões. O MEC argumenta que a compra das obras do ensino médio custaria cerca de R$ 1,4 bilhão. Em ofício de 17 de outubro, o FNDE destacou que qualquer atraso “compromete, também, a entrega nacional dos exemplares em tempo hábil para utilização pelos alunos”.

A Abridef alerta que livros em braile podem não ser entregues até o início do ano letivo de 2026. “O tempo técnico necessário não existe mais”, afirma Rodrigo Rosso, presidente da associação. O FNDE garante que “o atendimento a esses estudantes em 2026 está assegurado”, mas a Abridef aponta que o saldo citado cobre apenas 500 alunos e não se aplica a 2026.

Rosso critica: “Agora, com a máquina pública funcionando normalmente, o programa simplesmente parou. É inadmissível retroceder em um direito tão básico quanto o de aprender a ler”.

*Metro1

Foto: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil

Facebook
Twitter
LinkedIn
X
WhatsApp
Telegram

Mais Notícias

BC comunica exposição de dados de 28 mil chaves Pix

Um total de 28.203 chaves Pix de clientes da Pefisa S.A. tiveram dados vazados, informou nesta sexta-feira (20) o Banco Central (BC). Esse foi o terceiro incidente com o Pix em 2026 e o 23º desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020. Segundo o BC,

Leia mais »