Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Proposta do governo para retirar obrigatoriedade das autoescolas gera protestos e divide opiniões

A proposta do governo federal de retirar a obrigatoriedade das autoescolas no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tem provocado mobilização entre instrutores e proprietários de centros de formação de condutores em todo o país. A medida, ainda em fase de consulta pública, busca flexibilizar as regras para a formação de novos motoristas, tornando o processo mais simples, moderno e acessível.

Pelo texto em discussão, o candidato à habilitação poderá escolher como quer aprender: continuar frequentando autoescolas, ter aulas com instrutores credenciados pelo Detran de forma independente ou realizar cursos digitais, retirando a exigência da carga horária mínima de 20 horas-aula. Segundo estimativas do governo, o custo médio para tirar a CNH, que hoje gira em torno de R$ 3,2 mil, poderia cair até 80% com a mudança.

A proposta tem gerado forte reação no setor. Instrutores e donos de autoescolas argumentam que o fim da obrigatoriedade pode provocar o fechamento de empresas, a demissão em massa de profissionais e a queda na qualidade da formação dos condutores. Para eles, o aprendizado prático e a supervisão presencial são fundamentais para garantir a segurança no trânsito.

Nesta quinta-feira (23), foi feita uma mobilização contra o projeto, começando com uma concentração no Parque de Exposições, em direção ao Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Por outro lado, alguns profissionais veem a medida como uma oportunidade de reestruturação do setor. Em entrevista ao Metro1, instrutores afirmam, em condição de anonimato para evitar conflitos com os donos de autoescola, que o novo formato pode valorizar o trabalho autônomo e ampliar as possibilidades de atuação individual, com maior flexibilidade e demanda por serviços personalizados.

Cenário preocupante no trânsito

O debate ocorre em meio a números alarmantes. O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de acidentes de trânsito, ficando atrás apenas da China e da Índia, o que reforça a necessidade de aprimorar a formação dos condutores.

Na Bahia, os dados também preocupam. O estado é o nono mais perigoso do país para dirigir. Apenas entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 1.828 acidentes de trânsito em Salvador, segundo dados da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador.
O processo de ouvidoria estará aberto até o início do mês de novembro, na plataforma Participa + Brasil e, durante esse período, qualquer cidadão poderá enviar sugestões e contribuições. Depois, o texto seguirá para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Foto: Lidiana Cuiabano/Detran-MT

Facebook
Twitter
LinkedIn
X
WhatsApp
Telegram

Mais Notícias

BC comunica exposição de dados de 28 mil chaves Pix

Um total de 28.203 chaves Pix de clientes da Pefisa S.A. tiveram dados vazados, informou nesta sexta-feira (20) o Banco Central (BC). Esse foi o terceiro incidente com o Pix em 2026 e o 23º desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020. Segundo o BC,

Leia mais »