O uso do crédito rotativo do cartão, considerado o mais caro do mercado, disparou após a pandemia de Covid-19 e se aproximou de R$ 400 bilhões em 2025, segundo o Banco Central do Brasil. A modalidade é apontada como um dos principais fatores do alto endividamento no país.
Atualmente, cerca de 101 milhões de brasileiros utilizam cartão de crédito, e aproximadamente 40 milhões estavam com dívidas no rotativo em janeiro. A inadimplência é elevada: 63,5% dos valores não foram pagos, enquanto os juros chegaram a 436% ao ano em fevereiro, muito acima de outras linhas de crédito.
O rotativo é acionado quando o consumidor não paga o valor total da fatura. Especialistas recomendam evitar essa modalidade e quitar o valor integral sempre que possível. Em 2024, governo e Congresso limitaram a dívida: o total a pagar não pode ultrapassar o dobro do valor original.
Após o fim do Auxílio Emergencial e com a alta da inflação, o uso do rotativo cresceu significativamente. O governo busca alternativas para reduzir o endividamento e ampliar o acesso a crédito mais barato, como o consignado para trabalhadores do setor privado, enquanto discute novas medidas para tornar o sistema mais sustentável.
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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil



