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Trump aciona lei dos anos 50 para reforçar produção de munições nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acionou a Lei de Produção de Defesa para enfrentar dificuldades na fabricação de munições e em setores considerados estratégicos da indústria militar. Em memorando divulgado nesta terça-feira (16), o governo afirma que há limitações na produção e na cadeia de suprimentos que podem comprometer a capacidade de defesa do país. As informações são da CNN.

No documento, datado de 11 de junho e direcionado ao Departamento de Defesa, Trump declarou que identificou condições capazes de ameaçar diretamente a segurança nacional e os programas de preparação militar. Segundo ele, o setor enfrenta problemas como “capacidade de produção limitada, cadeias de suprimentos frágeis, dependências de longo prazo e gargalos de produção relacionados”.

Gargalos na indústria militar

Entre os componentes apontados como mais críticos estão motores de foguetes de combustível sólido, sistemas de ignição e mecanismos de orientação utilizados em armamentos. De acordo com o memorando, a capacidade de produção desses equipamentos é considerada insuficiente tanto para armamentos já em operação quanto para futuros programas de modernização das Forças Armadas.

O que é a Lei de Produção de Defesa

Criada em 1950, durante o contexto da Guerra da Coreia, a legislação concede ao presidente dos Estados Unidos poderes para mobilizar a indústria nacional em situações consideradas essenciais para a defesa do país. A norma tem origem em mecanismos adotados durante a Segunda Guerra Mundial para acelerar a produção de bens estratégicos.

O que a lei permite

Segundo o Congresso dos Estados Unidos, a legislação autoriza:

  • Exigir que empresas priorizem contratos e fornecimentos considerados necessários para a defesa nacional;
  • Estimular a ampliação da produção de materiais e produtos estratégicos por meio de empréstimos, garantias financeiras, compras governamentais e aquisição de equipamentos;
  • Firmar acordos com o setor privado para fortalecer a capacidade industrial;
  • Barrar fusões, aquisições ou tentativas de controle por empresas estrangeiras que representem risco à segurança nacional;
  • Recrutar especialistas e executivos da indústria para atuar em funções ligadas aos interesses de defesa do país.

*metro1

Foto: The White House Gallery

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