Se comparado a 2022, o número de mortes provocadas por terrorismo aumentou 22% em 2023, quando atingiu seu maior nível desde 2017. Os números são do último Global Terrorism Index, relatório divulgado anualmente pelo Instituto para Economia e Paz.
Ao todo, o último ano registrou 8.352 mortes causadas por atentados terroristas ao redor do mundo, em um total de 3.350 ataques. Segundo o relatório, 98% das vítimas fatais do terrorismo em 2023 são de países que enfrentam algum tipo de conflito armado.
O total de atentados no último ano apresentou uma queda de 23% em relação a 2022, que registrou 4.321 eventos. Apesar disso, os números mostram que as investidas estão mais fatais do que em anos com mais atentados mas que mataram menos.
O ataque do Hamas a Israel, em outubro passado, foi a ação com o maior número de vítimas em 2023, que deixou 1.210 mortos, além de centenas de pessoas feridas e sequestradas. Ainda assim, o país liderado por Benjamin Netanyahu não foi o mais afetado por atos terroristas no último ano.
No topo da lista está Burkina Faso, com 1.907 mortes ao longo de 2023. A nação, localizada na África Ocidental, concentrou 23% do número total de óbitos em decorrência de atentados terroristas ao redor do mundo.
África- O país africano ultrapassou o Afeganistão, que pela primeira vez desde 2018 não está na primeira colocação da lista de nações mais afetadas por grupos terroristas. Em 2023, a região governada pelo Talibã contabilizou 119 mortes em atentados, uma queda de 81% em relação a 2022, que registrou 633 vítimas fatais.
Entre as dez nações mais afetadas pelo terrorismo global, cinco delas estão na África, mostrando como o continente se tornou berço para grupos extremistas, que nos últimos anos enxergaram em regiões instáveis a chance de expandir suas atividades.
Além de Burkina Faso, que é disparado o país com mais mortes, Israel, Mali, Paquistão, Síria, Afeganistão, Somália, Nigéria, Myanmar e Níger compõem o ranking das dez nações com maior número de mortes em atos terrorista no ano de 2023.
*Bahia.ba
Foto: Reprodução/Twitter/@Timesofgaza



