O projeto, batizado de “Escute o seu coração”, foi apresentado por seis deputados ligados aos partidos Nacional Libertário, Republicano e Renovação Nacional. O autor da proposta, Cristóbal Urruticoechea, afirma que a medida busca ampliar as informações oferecidas às mulheres antes da decisão. O texto sustenta que a atividade cardíaca do feto é um dado clínico que deve integrar o consentimento informado da paciente.
A iniciativa provocou forte reação de integrantes da oposição e de entidades de defesa dos direitos das mulheres. A ex-ministra da Mulher do governo Gabriel Boric, Antonia Orellana, classificou a proposta como uma “crueldade legislativa” e questionou a exigência para mulheres que enfrentam situações extremas, como risco de morte ou gravidez com fetos sem possibilidade de sobrevivência. A ONG Miles Chile também criticou o projeto, afirmando que a medida representa uma forma de coerção e revitimização das mulheres.
Ainda de acordo com a coluna, propostas semelhantes já foram adotadas em países como a Hungria e em alguns estados norte-americanos, entre eles Texas, Kentucky, Arizona, Geórgia e Mississippi. No Brasil, uma iniciativa parecida chegou a ser apresentada em 2023 pelo então vereador Carlos Bolsonaro, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, mas não avançou. O projeto chileno segue em fase inicial de tramitação no Congresso.
*Metro1
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