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Operação apreende mais de uma tonelada de fogos clandestinos em Salvador e na RMS

A uma semana do início oficial do São João na Bahia, a Polícia Civil intensificou a fiscalização sobre a venda de fogos de artifício e apreendeu mais de uma tonelada de produtos armazenados de forma irregular na Região Metropolitana de Salvador. A ação faz parte de uma nova etapa da Operação Em Chamas, realizada nesta quarta-feira (17).

Coordenada pela Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), a operação teve como foco feiras e pontos de comercialização em Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas. Segundo a corporação, o objetivo é combater a venda e o armazenamento em desacordo com a legislação e reduzir o risco de acidentes durante os festejos juninos.

A maior apreensão ocorreu em Lauro de Freitas, onde os policiais localizaram um galpão clandestino utilizado como centro de distribuição de fogos para feiras da região. No local, foram encontrados mais de uma tonelada de artefatos de pirotecnia armazenados sem autorização e sem medidas adequadas de segurança.

Em Camaçari, as equipes recolheram cerca de 20 mil unidades que seriam comercializadas ilegalmente e interditaram um ponto de venda que funcionava sem licença. Já em Salvador, os agentes vistoriaram barracas e feiras autorizadas para verificar a procedência dos produtos e identificar materiais proibidos ou sem certificação.

Operação já havia apreendido 300 mil unidades no interior

A ofensiva na Região Metropolitana é uma continuidade das ações iniciadas na semana passada em municípios do interior baiano. Na primeira fase, cerca de 300 mil fogos irregulares foram retirados de circulação em uma operação que envolveu as 26 Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins), sob coordenação do Departamento de Polícia do Interior (Depin).

Além das apreensões, a Polícia Civil tem promovido orientações aos comerciantes regularizados sobre as normas de transporte, armazenamento e comercialização dos produtos.

De acordo com a corporação, as fiscalizações também atendem às diretrizes da Corte Interamericana de Direitos Humanos relacionadas ao controle da fabricação e venda de fogos de artifício no país e buscam alertar a população sobre os riscos do uso de produtos sem certificação.

*metro1

Foto: Divulgação/PCBA

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