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O clima nas Américas não está dos melhores

Depois do Escritório Comercial dos EUA propor as tarifas de 25% sobre pouco mais de um quarto das importações do Brasil, a discussão entre as principais figuras políticas dos dois países cresceu.
Uma semana após sua ida a Washington, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirmou na manhã de ontem que pediu explicitamente para o presidente americano não taxar as empresas brasileiras.

  • Algumas horas depois, Trump postou uma foto com Flávio em suas redes sociais, elogiando o senador.

Do outro lado, Lula criticou Flávio, associando o senador à nova possível taxação. O petista o chamou de imbecil, traidor e disse que, “por muito menos, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”. Na verdade, o próprio Tiradentes foi quem morreu dessa forma.

  • Após essa fala, Flávio Bolsonaro disse que vai entrar com um recurso no STF acusando o presidente de calúnia e difamação.

Lá em Washington, Marco Rubio afirmou que o Brasil não faz parte do grupo de nações amigáveis aos interesses dos EUA, nos comparando com a Venezuela. Na sequência, o presidente disse que o secretário de Estado dos EUA é inimigo de vários países latinos.

Os impactos das tarifas 
Ao todo, o Brasil exporta quase US$ 40 bilhões por ano para os EUA. Considerando que 21% dessas exportações seriam atingidas, o impacto seria de cerca de US$ 8 bilhões.

  • Os produtos mais afetados seriam maquinários, madeira, manufaturados e produtos elétricos. Lembrando que boa parte das exportações, como café, suco de laranja, carne e soja, não entrariam na lista.

Ainda seguindo nesta linha, os EUA propuseram ontem à noite impor tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos brasileiros e de outros 59 países que teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Além das exportações, o Pix: A nota do governo americano afirmou que o Brasil adota práticas que restringem o comércio com os norte-americanos e prejudicam empresas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. O Planalto enxergou essa postura como uma ameaça à soberania do sistema financeiro nacional.

Agora, o governo brasileiro teria até o dia 15 de julho para negociar com os EUA, data limite para Trump aprovar ou não as sanções propostas por seu time econômico. Um grupo está sendo criado para abrir diálogo com os americanos sobre o tema.

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