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Não sabemos o “efeito devastador” na economia mundial, diz Lula sobre tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou preocupado com as decisões unilaterais dos Estados Unidos de aplicar tarifas em produtos de todos os seus parceiros comerciais. Ele apontou riscos de um “efeito devastador” na economia mundial. A declaração foi feita nesta quarta-feira (9) durante sua participação na Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), em Tegucigalpa, capital de Honduras.

“Nós não sabemos qual vai ser o efeito devastador disso na economia. É preciso saber quanto vai custar isso do ponto de vista do preço dos produtos, da relação multilateral”, criticou Lula. Para ele, o método sinaliza a intenção de um confronto direto com os asiáticos e põe em xeque a sustentabilidade do multilateralismo e equilíbrio entre os países. “Me parece que tá ficando cada vez mais visível que é uma briga pessoal [de Trump] com a China. Ora, querer fazer negociação individual é colocar fim no multilateralismo. Não é aceitável a hegemonia de um país, nem militar, nem cultural, nem industrial, nem tecnológica e nem econômica sobre os outros”, apontou.

Sobre a postura do governo brasileiro frente a essa pressão, Lula disse que haverá reciprocidade, caso, ao final das negociações, as tarifas se mantenham. “Vamos utilizar todas as palavras de negociação que o dicionário permitir. Depois que acabar, nós vamos tomar as decisões que entendermos serem cabíveis”, garantiu.

*Metro1

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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