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Jovens lideram internações por saúde mental, mas ficam entre os que menos buscam atendimento

A população jovem de 15 a 29 anos é a que mais registra internações por problemas de saúde mental no Brasil e, ao mesmo tempo, a que menos procura atendimento na Atenção Primária à Saúde, segundo levantamento da Fiocruz. As informações fazem parte do Informe II: Saúde Mental, segunda edição do Ciclo de Informes sobre a situação da juventude brasileira.

O levantamento analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2022 e 2024 e mapeou internações, óbitos e atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS) de jovens. Para o cálculo das taxas de mortalidade e hospitalização, também foram utilizados dados do Censo 2022, do IBGE.

Entre o período pesquisado, apenas 11,3% dos atendimentos de jovens na APS foram voltados para a área, enquanto a taxa de internações chegou a 579,5 casos por 100 mil habitantes.

Os homens concentram a maioria das internações, com taxa de 708,4 por 100 mil habitantes, 57% maior que a das mulheres. O abuso de substâncias psicoativas é o principal motivo, especialmente o uso múltiplo de drogas, seguido por casos relacionados à cocaína e ao álcool. Transtornos esquizofrênicos e de humor também aparecem entre as principais causas.

A Região Sul lidera os índices de internação por transtornos mentais, com destaque para Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Estados como Acre, Ceará, Paraíba, Alagoas, São Paulo, Distrito Federal e Goiás também apresentam taxas acima da média nacional, enquanto a baixa procura por atendimento preventivo segue como um dos principais gargalos no cuidado à saúde mental dos jovens.

*Metro1

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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