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Entregadores de app trabalham mais e ganham menos que média dos ocupados, diz IBGE

A nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), divulgada pelo IBGE, aponta que os entregadores que atuam por meio de aplicativos têm jornadas longas e rendimento inferior ao dos demais trabalhadores ocupados. Entre 2022 e 2024, mais de 40 mil pessoas ingressaram na atividade, totalizando 274 mil entregadores entre os 485 mil trabalhadores que usaram apps de entrega em 2024. Outros 211 mil usaram os aplicativos para atividades como venda de refeições ou outros produtos.

No total, o país contabilizou 1,7 milhão de trabalhadores por plataformas digitais em 2024, o que corresponde a 1,9% da população ocupada. Apesar de uma jornada média semelhante (46,4 horas semanais), os entregadores recebem R$ 2.340 por mês, menos que os demais trabalhadores plataformizados (R$ 4.615) e abaixo da média geral dos ocupados no Brasil, que é de R$ 2.878. A baixa escolaridade também é uma característica marcante da categoria.

A pesquisa ainda mostra que mais da metade dos motoristas e entregadores têm sua jornada influenciada por bônus, promoções ou ameaças de punição e bloqueio pelas plataformas. Por outro lado, 78,5% dos motoristas afirmaram que a liberdade de escolher dias e horários para trabalhar impacta positivamente sua rotina. O Nordeste lidera a proporção de trabalhadores em apps de transporte particular de passageiros (exceto táxis).

*metro1

Foto: Divulgação

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