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Bonecos Labubus ‘não são para crianças’, alerta fabricante

A febre dos Labubus continua dominando a internet. Os pequenos monstros de plástico, com visual colorido e carinha amigável, se tornaram protagonistas de vídeos virais, especialmente nas populares aberturas de caixas surpresa.

Apesar da estética infantil, a fabricante dos bonecos afirma que o público-alvo não são crianças.

Indicação: a partir de 15 anos

Produzidos pela empresa chinesa Pop Mart, os personagens fazem parte da coleção “The Monsters”, uma das linhas mais famosas da marca nos últimos tempos.

De acordo com a própria Pop Mart, os produtos são recomendados para maiores de 15 anos. A justificativa é simples: os Labubus são classificados como colecionáveis, não como brinquedos.

A alta demanda faz com que os bonecos esgotem rapidamente nas lojas oficiais. Em sites de revenda, os valores costumam ser bem mais altos do que o preço original, alimentando ainda mais o interesse do público.

Mesmo assim, há quem questione o sucesso de algo que, à primeira vista, parece feito para crianças. A empresa, no entanto, mantém sua posição: os Labubus não são produtos infantis.

No site oficial, a classificação etária está destacada com a indicação “15+”. No Brasil, algumas lojas usam o selo de 14 anos como idade mínima recomendada. Nenhuma delas, porém, explica de forma detalhada os critérios usados para essa decisão.

Por que crianças não deveriam ter Labubus?
Sem informações claras da fabricante, não há como afirmar com certeza o motivo da restrição de idade.

Vale lembrar que essa recomendação não tem caráter obrigatório e também não passa por nenhum tipo de verificação. Ou seja, trata-se apenas de uma orientação da marca.

Uma possível explicação é a tentativa de evitar polêmicas envolvendo o uso das caixas-surpresa por crianças, um tema que levanta discussões em diversos países.

A prática de comprar embalagens sem saber qual personagem virá é parte do apelo comercial dos Labubus. Para alguns, isso se aproxima do conceito de jogos de azar, embora não exista uma classificação oficial nesse sentido.

Mesmo sem consenso, o debate permanece: até que ponto um item colecionável pode, ou deve, ser tratado como um brinquedo?

*Jornal Correio

Foto: Crédito: Reprodução/Youtube

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