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Bahia ocupa 8ª posição em ranking de inquéritos de crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil

A Bahia aparece na 8ª colocação entre as unidades da federação com maior número de inquéritos policiais instaurados pela Polícia Federal (PF) para apurar crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Os dados foram elaborados pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER) da corporação, com levantamento anual entre 2023 e 2025.

De acordo com a planilha oficial da PF, foram instaurados 56 inquéritos no estado em 2023, número que subiu para 78 em 2024 e chegou a 88 investigações em 2025. O crescimento registrado no último ano colocou a Bahia entre os oito estados brasileiros que apresentaram aumento nas apurações desse tipo de crime na comparação entre 2024 e 2025.

Além da Bahia, também houve alta no número de investigações no Amazonas, no Espírito Santo, no Maranhão, em Minas Gerais, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins. Os números foram divulgados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.

No ranking nacional referente a 2025, os maiores volumes de inquéritos foram registrados em São Paulo (400), Minas Gerais (201), Paraná (179), Rio Grande do Sul (138), Rio de Janeiro (115), Santa Catarina (86) e Paraíba (82), seguidos pela Bahia, com 88 procedimentos instaurados.

Os dados mostram ainda que, em âmbito nacional, a Polícia Federal instaurou 1.999 inquéritos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticado pela internet em 2025. O número representa uma redução de 8% em relação a 2024, quando foram abertas 2.173 investigações. Apesar da queda anual, o volume permanece superior ao registrado em 2023, que contabilizou 1.431 casos.

Segundo a Polícia Federal, cada inquérito policial pode apurar uma ou mais condutas criminosas e envolver múltiplas vítimas e suspeitos. Dessa forma, o total de crimes efetivamente investigados pode ser maior do que o número de procedimentos instaurados.

A violência sexual contra crianças e adolescentes é classificada como crime hediondo no Brasil desde 2014.

*Bahia Notícias

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
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