Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Anvisa determina apreensão de lote falsificado do Mounjaro e faz alerta sobre riscos do medicamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (30), a apreensão de unidades falsificadas do medicamento Mounjaro (tirzepatida), indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A medida foi adotada após a identificação de produtos com características incompatíveis com os registros da fabricante.

De acordo com a agência, a Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do medicamento no país, detectou no mercado unidades com o lote D881474, que é autêntico, mas acompanhadas do número de série 302199651396, inexistente em seus registros. A determinação vale exclusivamente para os produtos com essa combinação, que não podem ser distribuídos, comercializados ou utilizados.
A Anvisa ressaltou que as demais unidades legítimas do lote D881474 não são afetadas pela decisão. A orientação é que consumidores e profissionais de saúde verifiquem a procedência do medicamento antes do uso.

A agência recomenda que medicamentos sejam adquiridos apenas em farmácias regularizadas, na embalagem original e com emissão de nota fiscal. Em caso de suspeita de falsificação, o produto não deve ser utilizado, e o consumidor deve procurar a fabricante para confirmar sua autenticidade.

Além disso, a Anvisa alerta para ofertas em redes sociais, clínicas que prometem “protocolos” de emagrecimento e preços muito abaixo do mercado, situações que podem indicar fraude.

A Eli Lilly também reforçou os riscos associados ao uso de medicamentos falsificados. Segundo a empresa, análises identificaram produtos vendidos como tirzepatida contendo bactérias, altos níveis de impurezas, alterações na composição química e, em um dos casos, apenas álcool de açúcar. A fabricante destaca ainda que medicamentos injetáveis não estéreis podem causar infecções graves e que versões manipuladas de análogos de GLP-1 apresentam maior risco de hospitalização em comparação com produtos aprovados.

Na mesma resolução, a Anvisa suspendeu ainda a comercialização e a propaganda de todas as preparações magistrais produzidas pela Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda. De acordo com a agência, a empresa comercializava produtos manipulados padronizados e não individualizados por meio de seu site, prática considerada irregular pela legislação sanitária. A medida, no entanto, não tem relação com o caso das unidades falsificadas do Mounjaro.

*metro1

Foto: Divulgação

Facebook
Twitter
LinkedIn
X
WhatsApp
Telegram

Mais Notícias