O número de domicílios alugados no Brasil atingiu recorde em 2025, chegando a 18,9 milhões, o equivalente a 23,8% das 79,3 milhões de moradias, segundo a PNAD Contínua do IBGE. A proporção é a maior da série histórica iniciada em 2016, quando os aluguéis representavam 18,4% do total.
Já os imóveis próprios quitados somaram 47,8 milhões de unidades em 2025, ou 60,2% do total — a menor participação já registrada. Embora ambas as categorias tenham crescido em números absolutos, o avanço dos aluguéis foi mais acelerado: alta de 54,1% desde 2016, contra 7,3% dos imóveis próprios pagos.
Os domicílios próprios ainda em pagamento também avançaram, alcançando 5,4 milhões (6,8% do total), maior proporção da série. Somados aos imóveis quitados, os lares próprios representam 67% das moradias — o menor percentual já registrado. Segundo o IBGE, o crescimento da renda não tem sido suficiente para ampliar o acesso à casa própria, o que leva mais brasileiros a optarem pelo aluguel.
Em 2025, cerca de 48,7 milhões de pessoas viviam em imóveis alugados (22,9% da população), também recorde. O Distrito Federal lidera a proporção de lares alugados (34,5%), seguido por Goiás (28,8%), Mato Grosso (28,7%) e São Paulo (28,5%). No mesmo período, o governo federal anunciou R$ 20 bilhões para programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, e a ampliação de iniciativas de reforma de moradias.
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