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Empresa é interditada após suspeita de intoxicação alimentar em obra do Minha Casa Minha Vida em SAJ

A empresa responsável pelo fornecimento de refeições a trabalhadores que atuavam nas obras do programa Minha Casa Minha Vida, em Santo Antônio de Jesus, foi interditada nesta sexta-feira (24) após a suspeita de intoxicação alimentar que atingiu cerca de 150 trabalhadores.

Leonardo Valente esteve no local onde os alimentos eram preparados e acompanhou a atuação da Vigilância Sanitária, que realizou a apreensão de refeições produzidas nesta sexta-feira (24). Mesmo com o cancelamento prévio da entrega por parte da empresa contratante, todo o material foi recolhido e descartado imediatamente.

A responsável pelo estabelecimento preferiu não se pronunciar detalhadamente, alegando ainda não ter conhecimento completo da situação.

De acordo com o inspetor da Vigilância Sanitária, Joan Souza, e com a diretora de Vigilância e Saúde, Priscila Oliveira, a empresa operava de forma irregular. Segundo eles, o CNPJ estava registrado como restaurante, mas a produção das quentinhas era feita em outro local, sem autorização adequada.

“Verificamos que a empresa central possui já duas inspeções prévias, porém, a empresa onde se manipulava o alimento, era uma empresa em outro local, não é passiva de alvará sanitário nem de inspeção prévia sanitária. Então, é uma empresa que estava funcionando de forma ilegal, de forma clandestina,” disse Priscila Oliveira.

Ainda conforme os fiscais, o espaço onde os alimentos eram preparados não possuía alvará sanitário nem havia passado por inspeção prévia, o que caracteriza funcionamento irregular. Por esse motivo, a interdição foi imediata.

A Vigilância Sanitária também informou que todos os trabalhadores atendidos na UPA foram notificados, já que casos de intoxicação alimentar são de notificação compulsória. Amostras de pacientes foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, que deverá confirmar a causa dos sintomas.

“A gente, enquanto vigilância epidemiológica, faz um rastreio e a notificação desses pacientes, até mesmo porque intoxicação alimentar é passiva de notificação compulsória, então todos esses pacientes foram notificados,” disse Priscila Oliveira.

Por outro lado, não foi possível coletar amostras dos alimentos consumidos na quinta-feira (23), o que pode dificultar a identificação exata da origem da contaminação. “A amostra do alimento infelizmente não conseguimos, é uma prática enquanto vigilância pegar uma amostra do alimento que foi consumido, porém como foi ontem esse consumo, hoje não tínhamos mais como fazer essa coleta,” disse Priscila.

Como medida imediata, além da interdição do local, os equipamentos utilizados na produção também foram lacrados. A empresa deverá responder a um processo administrativo sanitário, com direito à defesa, conforme os trâmites legais.

“A conduta imediata é a gente sanar, evitar danos futuros, então a empresa foi interditada, o local dessa produção foi interditado, os equipamentos foram interditados, toda a produção que foi encontrada no local foi apreendida e encaminhada para o descarte,” disse Joan Souza.

A Vigilância destacou ainda que empresas fornecedoras de refeições em grande escala são classificadas como de alto risco sanitário e, por isso, precisam atender a exigências mais rigorosas, como a presença de responsável técnico habilitado — o que não foi apresentado no caso.

*blogdovalente

foto: reprodução

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