A infectologista Clarissa Cerqueira comentou sobre o cenário dos casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebida alcoólica no Brasil. Em entrevista a reportagem do Bahia Notícias, a especialista apontou que os episódios do tipo podem seguir uma projeção de queda no país.
Apesar de um possível “surto” e da confirmação de situações e até óbitos em diferentes estados brasileiros, a profissional explicou que o controle no consumo de bebidas, vai impactar na redução dessas situações.
“Como isso [surto de intoxicação] está gerando um alerta importante na população. Acho que muita gente vai controlar o consumo, por conta do medo. Então, ao mesmo tempo, vai acontecer uma balanceada”, afirmou.
Segundo ela, a preocupação e atenção maior que a população está com a substância, pode impactar no número de diagnósticos. A médica contou que os sintomas iniciais são semelhantes aos da intoxicação alcoólica, mas podem evoluir para quadros mais graves.
“Geralmente são 24 horas que levam para aparecer os sintomas. Acho que a gente deve realmente identificar mais casos, porém, com o passar do tempo, o paciente pode evoluir para uma cegueira. O corpo vai ficando com alterações que culminam com disfunções de múltiplos órgãos, como coração, pâncreas e rim”, observou.
Clarissa explicou ainda o que deve ser feito caso algum desses sintomas apareçam entre a população.
“O tratamento da intoxicação é com etanol. Evitar beber em quantidades elevadas é uma das recomendações, pois a intoxicação está associada também à quantidade. Depois de 12 horas da ingestão da bebida alcoólica e os sintomas aparecerem é necessário procurar atendimento médico”, concluiu.
*bahianoticias
Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil


