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Quais os tipos de acidentes que mais matam nas rodovias baianas

Na Bahia, as mortes em hospitais após acidentes nas ruas e estradas têm crescido. Desde 2020, houve um salto de 24,5%, com 2.887 vítimas fatais em 2024, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Mas o que mais impressiona, é o número de óbitos e internações envolvendo acidentes de moto.

O órgão aponta que, em 2024, 13.092 pessoas foram internadas após acidentes com motocicletas, número que representa 75% dos pacientes encaminhados após ocorrências nas ruas. No ano passado, acidentes deste tipo deixaram 881 mortos, um pouco menos do que as 940 vítimais fatais de 2023, segundo a Sesab. No estado, cerca de 60% das UTIs gerais estão ocupadas por vítimas de acidentes de trânsito.

De acordo com o policial rodoviário federal Fábio Rocha, as principais causas dos acidentes nas rodovias acontecem após o desrespeito às normas do trânsito: falta de habilitação, não uso do capacete e ultrapassagens perigosas são algumas das principais causas das mortes de muitos no trânsito.

“Ainda há uma cultura de desrespeito à legislação de trânsito por parte de alguns condutores, associada à dificuldade de fiscalização em áreas remotas e ao crescimento acelerado da frota”, destaca, levando em consideração a maior incidência de acidentes de moto. “A vulnerabilidade estrutural da motocicleta, combinada à imprudência e à baixa proteção em caso de sinistro, agrava os riscos e as consequências desses acidentes”, acrescenta Fábio.

“A ortopedia representa, hoje, uma das maiores demandas por atendimento no estado da Bahia, cujas principais causas são acidentes de trânsito, sobretudo de motociclistas, e quedas de idosos”, analisa a Sesab, em nota. Os R$ 24 milhões gastos com tratamentos no estado em 2024 poderiam servir para custear, por exemplo, cerca de 67 ambulâncias do SAMU.

Esse valor seria bem menor caso não houvesse a interrupção dos repasses do seguro DPVAT, extinto em 2021. Até então, 45% da arrecadação do seguro, cobrado no licenciamento de veículos, era destinada a cobrir atendimentos médico-hospitalares de vítimas de trânsito em todo o país. Entre 2011 e 2020, esse valor somou R$ 5,8 bilhões ao sistema público de saúde em todo o Brasil.

Em escala nacional, a curva de gastos hospitalares do SUS com vítimas do trânsito é crescente há 27 anos. Em 1998, o valor foi de R$ 301,7 milhões; hoje, soma quase 50% a mais em termos reais. O maior salto foi registrado entre 2008 e 2009, quando os custos passaram de R$ 280 milhões para R$ 386 milhões em apenas um ano. Nem mesmo a pandemia de Covid-19 freou a escalada: em 2020, com o trânsito reduzido, os custos foram de R$ 404,9 milhões.

O orçamento do SUS também seria menos impactado se, por outro lado, a prevenção estivesse em voga. Segundo Rocha, as principais infrações unem o desrespeito às normas de trânsito com a imprudência. “Muitas vezes, os condutores assumem riscos desnecessários ao ultrapassarem em locais proibidos, transitarem em alta velocidade ou invadir a contramão, o que pode resultar em colisões frontais de grande gravidade”, afirma.

*Jornal Correio

Foto: Marina Silva/CORREIO

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