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Presidente da FIFA afirma que todos os ingressos da Copa estão esgotados

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que o preço dos ingressos não será um obstáculo para o público na próxima Copa do Mundo. Nesta quinta-feira (19), ele participou da primeira edição do novo Conselho de Paz liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Infantino, a entidade recebeu “pedidos de mais de 500 milhões de ingressos para cerca de 7 milhões de ingressos à venda”. Ele também afastou suspeitas de uso de bots no processo de compra e garantiu que as transações foram validadas por cartões de crédito.

“Não é um problema [o valor dos ingressos], a demanda existe. Temos 104 jogos no total que alcançarão seis bilhões de pessoas. Obviamente, o preço é uma consequência disso, e 77 desses 104 jogos receberam mais de 1 milhão de pedidos por ingressos. Todos os jogos já estão esgotados. Reservamos alguns para venda de última hora, é claro, mas todos os ingressos estão esgotados”, declarou à CNBC.

A declaração gerou questionamentos. Ao The Athletic, fontes próximas do presidente esclareceram que a Fifa “espera” que todos os ingressos se esgotem, e que ele se expressou mal. Os cálculos de audiência também estão equivocados, já que a população mundial é de oito bilhões de pessoas – mas isso não foi comentado.

Os preços dos ingressos variam de 100 a 6.370 dólares (cerca de R$ 541 a R$ 34,5 mil na cotação atual), a depender do setor do estádio e da fase da competição, sendo os jogos da fase de grupos os mais acessíveis ao público.

Para acompanhar o Brasil in loco, considerando um eventual trajeto até a final, custaria em torno de 3.640 dólares (cerca de R$ 19 mil) – ingressos de categoria D, o setor mais barato do estádio.

Quem acompanhar os jogos do Brasil na categoria A, a mais cara dos estádios, gastará cerca de 12.970 dólares (cerca de R$ 70.142).

Para Infantino, isso não será um problema. “Todo mundo quer vir até aqui e fazer parte de algo especial. As pessoas querem vivenciar algumas emoções, participar de algo feliz e se sentir especial”, afirmou.

“Todos os pedidos vindos do mundo todo mostram que as pessoas querem vir, celebrar, se divertir. Talvez estejam um pouco cansadas de toda essa negatividade que é retratada o tempo todo, não é? Precisamos de boas notícias e coisas boas”, completou o presidente da Fifa.

*Metro1

Foto: Divulgação/FIFA

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