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Preços de produção da indústria registram alta de 1,23% em novembro

Os preços da indústria nacional seguiram em trajetória de crescimento em novembro de 2024, marcando o décimo aumento consecutivo. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 1,23% em comparação a outubro, acumulando alta de 7,59% nos últimos 12 meses, o maior resultado desde setembro de 2022 (9,84%). O acumulado do ano chegou a 7,81%. Em novembro de 2023, no entanto, a variação havia sido negativa (-0,34%).

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (7). A pesquisa indicou que 18 das 24 atividades industriais analisadas apresentaram variações positivas de preços no mês, acompanhando o movimento geral da indústria. No mês anterior, outubro, foram 15 atividades com aumentos nos preços.

Segundo Alexandre Brandão, gerente do IPP, o desempenho do índice em novembro é reflexo, em grande parte, dos preços dos alimentos, que têm liderado as influências sobre o indicador. “O resultado do IPP em novembro, com a décima alta consecutiva, intensifica o índice positivo visto em outubro (0,97%). Isso, em grande parte, é consequência da dinâmica dos preços de alimentos. No acumulado no ano, por exemplo, esse setor responde por 2,93 p.p., em 7,81%, e no acumulado em 12 meses, por 2,98 p.p. em 7,59%. Nesses casos, assim como na comparação mensal, foi a atividade mais influente”, explicou Alexandre Brandão, gerente do IPP.

Em novembro, as atividades industriais com maior impacto no resultado do IPP foram alimentos (responsável por 0,53 p.p.), metalurgia (0,24 p.p.), indústrias extrativas (0,09 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,09 p.p.). A variação de preços em alimentos foi de 2,09%, a oitava alta consecutiva do setor, que acumulou 11,85% no ano. A variação anual dos alimentos atingiu 12,12%, o maior resultado desde agosto de 2022.

Dentro do setor alimentício, o aumento nos preços foi impulsionado por diversos fatores. Brandão apontou a desvalorização do real, que já soma cerca de 19% no acumulado de 2024, como um dos fatores que pesaram na alta dos preços.

“O aumento dos preços de alimentos tem muitos fatores. A desvalorização do real, chegando a quase 19% no acumulado do ano e em 12 meses, é um deles. Mas existem ainda questões climáticas, tanto internas quanto externas, como é o caso da produção de café no Vietnã, prejudicada ao longo do ano. Há também um aquecimento da demanda, em decorrência da melhora no mercado de trabalho”, explica Alexandre.

Outros setores industriais que se destacaram em novembro de 2024 foram metalurgia (3,62%), outros equipamentos de transporte (2,74%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,56%) e fumo (2,41%).

*Bahia.ba

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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