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Governo brasileiro avalia nova fase de assistência humanitária à Venezuela após terremotos

O governo federal estuda ampliar a ajuda humanitária destinada à Venezuela após os terremotos que atingiram o país há cerca de duas semanas e deixaram pelo menos 3.889 mortos. Nesta quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros e assessores no Palácio do Planalto para avaliar as ações já realizadas e discutir uma nova etapa de apoio voltada à reconstrução das áreas afetadas.

O encontro, que durou mais de duas horas, terminou sem uma decisão definitiva. Participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, as ministras Miriam Belchior (Casa Civil) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), além do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno. A coordenação das operações brasileiras permanece sob responsabilidade da Casa Civil.

Os terremotos atingiram o norte da Venezuela no fim de junho, afetando principalmente a região de Caracas. Os tremores, considerados os mais intensos registrados no país em mais de um século, também deixaram quase 17 mil feridos, além de provocar o desabamento de edifícios e grandes danos à infraestrutura.

Na primeira fase da missão humanitária, o Brasil enviou seis voos com ajuda, sendo cinco da Força Aérea Brasileira (FAB) e um voo solidário da companhia Gol. Também foram encaminhadas 60 toneladas de medicamentos, equipamentos e suprimentos, 100 purificadores de água, um hospital de campanha com capacidade para até 30 leitos, atendimento cirúrgico, setor infantil e estrutura preparada para pandemias. A operação ainda mobilizou 93 militares da Marinha, 71 bombeiros, quatro especialistas da Defesa Civil e seis técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Além da situação na Venezuela, o governo também debateu o reforço da assistência humanitária destinada a Cuba. Segundo integrantes da equipe federal, cresce a preocupação com o agravamento das condições de vida na ilha, especialmente em razão do aumento da fome, que afeta principalmente crianças, e da crise no fornecimento de energia elétrica.

O governo brasileiro avalia novas formas de cooperação com Cuba, diante das dificuldades enfrentadas pelo país. A ilha sofreu, na última segunda-feira (6), mais um apagão de grandes proporções, o terceiro em menos de seis meses. As ações de ajuda internacional são coordenadas pela Agência Brasileira de Cooperação, em parceria com diferentes ministérios responsáveis pelo envio de doações.

*metro1

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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