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Ginecologista alerta que quantidade de parceiros sexuais pode ser fator de risco para câncer de colo de útero

Em todos os casos observados de câncer de colo de útero, pode-se observar a infecção pelo vírus HPV que precedeu a condição. No entanto, a ginecologista Patrícia Almeida, em entrevista ao Metropole Saúde desta quinta-feira (29), explicou que a paciente que tem HPV, não será necessariamente acometida pelo câncer. O HPV só causará a doença de acordo com outros fatores, como o número de parceiros sexuais e o cigarro.

“Ter HPV não quer dizer que você vai ter câncer, porque precisam outros fatores para que ele venha a provocar um câncer. Então é um sinal de alerta. No corpo que a gente detecta o HPV, precisamos olhar com mais cuidado, não pode negligenciar”, afirmou a especialista Patrícia Almeida.

A ginecologista também fez um alerta para o cuidado nas relações sexuais, especialmente no que se refere às prevenções. “O principal fator é o maior número de parceiros sexuais. Quanto mais precoce a relação sexual e quanto maior for o número de parcerias sem proteção, daí a importância do uso do preservativo, maior é o risco. Outro fator de risco fundamental é o cigarro. Pessoas que fumam tem maior risco de desenvolver este câncer”, disse.

As pessoas que tem o sistema imunológico comprometido também tem possibilidade maior de desenvolver o câncer, seja por doenças como HIV, ou que precisam usar muito corticoide. Ela ressaltou sobre a oportunidade de prevenção da condição a partir da vacinação contra o HPV que está disponível, mas muitas vezes é negligenciada, e os casos do câncer de colo de útero estão diretamente associados à IST.

*metro1

Foto: Metropress/Fernanda Vilas

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