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“Fake news sobre Pix ajudou crime organizado”, aponta Receita Federal

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou, nesta quinta-feira (28), que as informações falsas que circularam nas redes sociais dificultaram o trabalho de apuração e rastreamento das fintechs envolvidas no esquema criminoso.

Segundo ele, houve no episódio o “maior ataque de mentiras e fake news da história da Receita”. De acordo com ele, a narrativa de que haveria uma “taxação do Pix” não só inviabilizou a norma, mas também beneficiou diretamente organizações criminosas que foram descobertas em três operações deflagradas nesta quinta-feira (28). A investigação apontou que cerca de mil postos de combustíveis em dez estados movimentaram mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, usando fintechs como “bancos paralelos”, ocultando recursos ilícitos.

“Essas fake news foram tão fortes que, apesar de todo o esforço da Receita Federal, ajudada pela mídia tradicional, não conseguimos reverter as mentiras. Tivemos que dar um passo atrás e revogar a instrução normativa. E as operações de hoje mostram quem ganhou com essas mentiras: o crime organizado”, detalhou em entrevista.

Conduzidas pela Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e ANP, as operações Carbono Oculto, Quasar e Tank miraram esquemas bilionários de lavagem de dinheiro ligados ao PCC.

*Metro1

Foto: Reprodução-Governo Federal

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