O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (15) novas restrições de vistos para autoridades sul-africanas que, segundo Washington, estejam envolvidas na criação ou aplicação de políticas de discriminação racial, confisco de terras sem indenização ou incentivo à violência contra minorias. A medida foi divulgada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Rubio afirmou que os Estados Unidos continuam preocupados com a situação dos africâneres e de outras minorias na África do Sul. O secretário citou leis baseadas em raça, possíveis expropriações de terras e manifestações que, na avaliação do governo americano, estimulam a violência racial.
A nova política amplia a pressão do governo de Donald Trump sobre a África do Sul. Washington também passou a priorizar a entrada de sul-africanos brancos como refugiados. Até o fim de junho, mais de 7.700 africâneres haviam sido admitidos nos Estados Unidos, enquanto o programa para refugiados de outras partes do mundo sofreu uma redução significativa.
O governo sul-africano rejeita as acusações de discriminação contra a população branca. As autoridades defendem as medidas de reforma agrária como uma forma de enfrentar as desigualdades deixadas pelo apartheid. O presidente Cyril Ramaphosa também afirmou que os discursos apresentados por Trump não representam a política oficial de seu governo.
A tensão entre os dois países aumentou no ano passado, quando Trump mostrou a Ramaphosa, durante uma reunião na Casa Branca, um vídeo que apresentou como prova de perseguição e “genocídio” contra sul-africanos brancos. Uma investigação da CNN não encontrou evidências que sustentassem a acusação de genocídio.
*metro1
Foto: Divulgação/Pixabay



