Foi realizada no sábado (20), em Foz do Iguaçu, a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados. O encontro encerrou a Presidência Pro Tempore do Brasil, exercida no segundo semestre de 2025, e iniciou a presidência de turno do Paraguai.
A cúpula foi precedida pela 67ª Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), órgão decisório de nível ministerial do bloco. Durante o encontro, foram adotadas declarações especiais sobre proteção da infância e da adolescência em ambientes digitais, a questão das Ilhas Malvinas, o marco de parceria estratégica entre o Mercosul e o Japão e o lançamento de negociações para um acordo de comércio preferencial com o Vietnã. Também foi divulgado o comunicado conjunto dos Estados Partes.
No âmbito do CMC, foi firmado o Acordo Mercosul de Cooperação para o Fortalecimento da Luta contra o Tráfico de Pessoas. A presidência brasileira priorizou o aprofundamento da integração interna, com avanços nas negociações do setor automotivo, a conclusão dos termos de referência para estudo sobre o setor sucroalcooleiro e progressos na renovação do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O período registrou dinamismo nas negociações externas. O bloco assinou o acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), retomou negociações com o Canadá e avançou nas tratativas com Vietnã, Japão, Índia e Emirados Árabes Unidos. Também foram concluídos os procedimentos internos para a assinatura do acordo com a União Europeia, que aguarda trâmites no lado europeu.
Desde a criação do Mercosul, em 1991, o comércio entre os países do bloco cresceu mais de dez vezes e alcançou 49 bilhões de dólares em 2024. O Mercosul é o principal destino de investimentos estrangeiros na América do Sul, com 62,1% dos fluxos recebidos pela região.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé



