Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

CCJ do Senado aprova fim da escala 6×1; PEC segue para o plenário da Casa

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O texto, no entanto, ainda poderá ser alterado caso os senadores aprovem destaques apresentados à proposta.

A aprovação ocorreu de forma simbólica, onde os votos não são contados nominalmente. No entanto, os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) pediram para que fosse registrado que votaram contra a proposta, todos em meio de mandato como senadores.

Agora, a PEC segue para o plenário do Senado, onde precisará reunir o apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação para ser definitivamente aprovada pelo Congresso.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha para que a análise seja concluída ainda nesta quarta-feira. A proposta é considerada prioritária pelo Planalto e ganhou força por seu apelo popular, especialmente em ano eleitoral.

Relator rejeitou 36 emendas

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta, decidiu manter integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio. A estratégia busca evitar que eventuais mudanças obriguem a PEC a retornar para uma nova análise dos deputados, prolongando a tramitação.

Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao projeto. Durante a apresentação do relatório, o senador criticou especialmente sugestões da oposição relacionadas à remuneração por hora, argumentando que as alterações descaracterizariam a proposta. “Isso não existe. A PEC não trata apenas de jornada de trabalho, mas de saúde mental, não faz nenhum sentido isso”, afirmou.

PT tenta acelerar votação

A bancada do PT também articula a aprovação de um requerimento para estabelecer um calendário especial de votação, apresentado pela senadora Eliziane Gama (PT-MA).

Pelo rito tradicional, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação no plenário. Com a aprovação do calendário especial, esse intervalo poderia ser eliminado, permitindo que os dois turnos fossem realizados em uma única sessão.

A oposição, por outro lado, deve recorrer a instrumentos regimentais para tentar atrasar a tramitação da proposta.

Esta é a última semana de trabalhos legislativos do semestre. Por isso, caso a votação seja adiada, a aprovação poderá ficar para depois das eleições, cenário considerado uma derrota política pelo governo e que pode beneficiar a oposição.

Como ficará a jornada de trabalho?

A PEC estabelece uma transição de 14 meses para reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

A mudança ocorrerá em duas etapas. A primeira redução, de duas horas, entrará em vigor 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. A segunda será aplicada 12 meses depois.

O texto também determina dois dias de descanso por semana, encerrando, na prática, o modelo de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de folga. A nova regra também deverá começar a valer 60 dias após a promulgação, com previsão de que o repouso ocorra preferencialmente aos domingos.

A proposta reúne dois projetos que tramitavam conjuntamente: um apresentado em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outro protocolado no ano passado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambos defendiam a redução da jornada sem diminuição dos salários.

A PEC estava sem avanços no Senado desde o fim de maio, após decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a tramitação regular do texto e afirmava que o Senado não deveria atuar apenas como um “carimbador” das decisões da Câmara.

Após uma reaproximação política entre Alcolumbre e Lula, a proposta sobre o fim da escala 6×1 e outras pautas prioritárias para o governo passaram a avançar no Congresso.

*Metro1

Foto: Agência Senado

Facebook
Twitter
LinkedIn
X
WhatsApp
Telegram

Mais Notícias

MPE recomenda multa à Meta por falhas no cumprimento de regras eleitorais

O Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou falhas no cumprimento, pela Meta, de determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar igualdade de tratamento às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O parecer recomenda a aplicação de multa por descumprimento de decisão judicial, mas não

Leia mais »