O interesse global por minerais críticos, como terras raras, elevou a demanda por exploração no Brasil e levou a um salto nos pedidos de pesquisa mineral. Em 2025, a Agência Nacional de Mineração (ANM) registrou aumento de 81% no volume de autorizações requeridas entre o primeiro e o quarto trimestre do ano. Nos três primeiros meses, foram protocolados 1.637 pedidos, enquanto entre outubro e dezembro o número chegou a 2.960. Ao todo, 9.319 solicitações foram apresentadas no ano passado. As informações são da Folha de S. Paulo.
Segundo a ANM, a movimentação do mercado por minerais críticos intensificou os requerimentos especialmente na segunda quinzena de novembro e dezembro, pressionando a capacidade de análise da agência. O relatório aponta que não houve tempo hábil para avaliação imediata de todos os pedidos.
No sábado (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram memorando de entendimento para cooperação em minerais críticos e terras raras. O acordo não estabelece metas financeiras nem obrigações formais, funcionando como instrumento político de intenções entre os países.
A demanda por esses recursos tem crescido com a expansão das tecnologias de energia limpa. Entre 2017 e 2022, o consumo global de lítio triplicou, enquanto o de cobalto aumentou 70% e o de níquel, 40%, impulsionados principalmente pelo setor de baterias e energias renováveis.
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Foto: Divulgação/Anova Mineração



