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BC reduz Selic pela quinta vez seguida, e juros caem para 13,75%

O Brasil seguiu em direção oposta à dos Estados Unidos na política de juros nesta quarta-feira (16). Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, decidiu elevar os juros para a faixa de 3,75% a 4%.

A decisão do Copom foi unânime e representa o quinto corte consecutivo promovido pelo colegiado desde março. O movimento veio em linha com as expectativas do mercado, em meio a sinais de desaceleração da atividade econômica e de arrefecimento da inflação no país.

Nos Estados Unidos, a decisão do Fed representa a primeira alta dos juros desde julho de 2023. O aumento também ocorre após uma sequência de cortes iniciada em 2023 e depois de o banco central americano manter a taxa entre 3,5% e 3,75% desde dezembro.

Economia brasileira perde ritmo

No Brasil, os efeitos da política monetária restritiva começam a aparecer em indicadores de atividade. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, abaixo da alta de 1,1% registrada nos três primeiros meses do ano.

O consumo das famílias também recuou no período, com queda de 0,4%. Outro sinal de perda de ritmo aparece no mercado de trabalho: embora a taxa de desemprego permaneça próxima das mínimas históricas, os dados do Ministério do Trabalho indicam desaceleração na criação de empregos formais.

A pressão dos juros também aparece no crédito. Em julho, a inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional chegou a 4,9%, maior nível da série histórica do Banco Central.

Inflação perde força

Ao mesmo tempo em que a atividade desacelera, os índices de preços mostram sinais de alívio. O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, depois de uma alta de 0,07% em julho.

O cenário contribuiu para a continuidade do ciclo de redução da Selic. Segundo as projeções reunidas no Boletim Focus desta semana, analistas esperam que o corte desta quarta seja o último do ano e projetam uma retomada da flexibilização dos juros em 2027, com a Selic encerrando o próximo ano em 12%.

A trajetória dos juros, porém, tomou direção diferente nos dois países nesta quarta. Enquanto o Banco Central brasileiro reduziu a taxa básica diante da desaceleração da economia e da inflação, o Fed optou por elevar os juros americanos.

*Metro1

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

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