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Bahia registra mais de 1400 ocorrências de meningite em 6 anos e ocupa 2º lugar em casos no Nordeste

Apesar de a vacina ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil ainda enfrenta casos de meningite ao redor do país, afetando principalmente jovens de até 19 anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a Bahia figura entre os principais estados do Nordeste no número de ocorrências desde 2020, com 1430 casos da doença, sendo o segundo território com o maior número de contaminações na região.

Os casos foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e organizados pela Agência Tatu, portal especializado em dados.

No Nordeste, à frente da Bahia, aparece apenas o estado de Pernambuco, no qual foram reportadas 2159 ocorrências de meningite. No cenário nacional, São Paulo lidera com mais de 16 mil casos, enquanto o Brasil, no somatório das 27 unidades da federação, chegou aos 44.605.

Conforme os números, 833 pacientes com meningite reportados na Bahia são de jovens de até 19 anos, representando 58,25% dos casos desde 2020. No Brasil, o percentual é um pouco maior, com os jovens chegando a 63% das infecções por meningite.

A VACINA
A meningite bacteriana, uma das formas mais graves da doença que acomete as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, pode evoluir de forma rápida e grave, e a principal forma de prevenção é a vacinação oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em postos de saúde e Unidades Básicas de Saúde em todo o país.

Quando você chega a uma UBS com o cartão do SUS (ou CPF) e a caderneta de vacinação, os profissionais de saúde verificam seu histórico vacinal para saber quais doses já foram aplicadas e quais ainda faltam. O esquema de vacinação infantil foi atualizado recentemente: além das duas doses iniciais da vacina meningocócica C aplicadas aos 3 e 5 meses de idade, o reforço aos 12 meses passou a ser feito com a vacina meningocócica ACWY, que amplia a proteção contra quatro sorogrupos da bactéria (A, C, W e Y), e não apenas contra o sorogrupo C como anteriormente.

No SUS, essa vacina com proteção ampliada já era ofertada a adolescentes de 11 a 14 anos, de acordo com o histórico vacinal, e continua disponível nessa faixa etária sob a forma de dose única ou reforço. Se uma criança perdeu alguma dose do esquema recomendado, inclusive o reforço aos 12 meses, ainda é possível atualizar a caderneta até os 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade com a vacina adequada, conforme orientações técnicas do calendário.

Não há custo: toda a vacinação preconizada contra meningite no calendário básico é gratuita pelo SUS. Confira o resumo das doses ofertadas por faixa etária:

  • 3 meses: 1ª dose da vacina meningocócica C.
  • 5 meses: 2ª dose da vacina meningocócica C.
  • 12 meses: reforço com a vacina meningocócica ACWY, ampliando a proteção.
  • 11 a 14 anos: dose única ou reforço com meningocócica ACWY, conforme histórico vacinal.

Segundo o Ministério da Saúde, seguir esse cronograma garante que o sistema imunológico esteja preparado para reconhecer e combater as formas mais comuns e graves da meningite bacteriana.

*bahianotícias

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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