A SPTrans informou que os ônibus da cidade de São Paulo estão operando normalmente nesta terça-feira (9/4), apesar da decisão da Justiça que suspendeu as linhas da Transwolff e da Upbus, que operam nas zonas leste e sul. As companhias estão sendo alvo de uma ação do Ministério Público de São Paulo. Foram presos quatro líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC)
A primeira e a segunda Varas de Crimes Tributários autorizou o cumprimento dos mandados, determinando que a SPTrans deve assumir as linhas administradas por Transwolff e Upbus. Os responsáveis pelo SPTrans devem se reunir com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
As companhias transportam cerca de 15 milhões de passageiros por ano. A Transwolff, com uma frota de 1.100 ônibus, recebe 15 milhões de euros da administração municipal. A Upbus, que tem uma frota de 140 ônibus, recebe R$ 1,6 milhão mensais.
Três mandados foram cumpridos contra Luiz Carlos Efigênio Pandolfi, o Pandora, proprietário da Transwolff, Robson Flares Lopes Pontes, dirigente da empresa, e Joelson Santos da Silva, sócio da mesma viação e representante de um escritório de contabilidade.
O promotor Lincoln Gakiya concedeu uma entrevista a policiais militares antes do início da Operação Fim de Linha, que tem como foco empresas de ônibus suspeitas de terem ligações com o PCC.
Imprensa/MPSP
Viaturas policiais estão à disposição para participar da operação “Fim de Linha”, do Ministério Público de São Paulo, que tem como foco as empresas de ônibus suspeitas de estarem ligadas ao PCC.
Informações/MPSP
Viaturas policiais estão à disposição para participar da operação “Fim de Linha”, do Ministério Público de São Paulo, que tem como foco as empresas de ônibus suspeitas de estarem ligadas ao PCC.
Informações/MPSP
Segundo o MP, foi preso em flagrante, ainda, Hélio Rodrigues dos Santos por porte de arma de fogo.
Conforme as investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), antecipadas pelo Metrópoles no domingo (7/4), as empresas eram usadas pela facção para lavar dinheiro do tráfico de drogas.
Investigações
Até 2022, ao menos quatro empresas de ônibus que operam nas zonas leste e sul da capital já estavam na mira do MPSP e da Polícia Civil de São Paulo por suspeitas de envolvimento com o PCC.
Duas delas, a Transunião e a UpBus, que operam na zona leste, já foram alvo de operações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil.
Alguns dirigentes dessas companhias já foram presos sob acusação de atuarem para a facção e de envolvimento em assassinatos na disputa pelo comando das empresas.
No caso da Transunião, segundo o Deic, a diretoria é investigada por suspeita de participar da lavagem de dinheiro de familiares de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC. Eles negam envolvimento com o crime organizado.
Já a UpBus, que teve R$ 40 milhões em bens bloqueados pela Justiça em 2022, durante operação do Denarc, tinha entre seus acionistas membros do alto escalão do PCC, como Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, considerado um dos maiores fornecedores de drogas e armas da facção. Ele foi assassinado em 2021.


