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Governo federal reconheceu mais de 4 mil situações de emergência na Bahia em 10 anos; estiagem é líder de notificações

O Governo Federal registrou, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), mais de 4 mil casos de “situação de emergência” na Bahia entre 2016 e junho de 2026. A informação foi divulgada pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. O levantamento, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), soma mais de 42.685 registros no país, sendo 4.646 na Bahia.

A “situação de emergência” é um mecanismo decretado quando um município sofre um desastre que afeta parcialmente sua capacidade de resposta, exigindo apoio financeiro e logístico do governo federal. No levantamento disponibilizado pelo MIDR, são definidos 41 tipos de desastres distintos, incluindo estiagem, seca, chuvas intensas e doenças infecciosas virais.

Na Bahia, o principal tipo de desastre registrado é a estiagem, com 2.721 casos em 10 anos — o equivalente a 58,57% do total de notificações emitidas no estado. Em seguida, aparece o registro de doenças virais infecciosas, com 1.257 casos, contabilizados especialmente entre 2020 e 2021, período relativo à pandemia de Covid-19 no Brasil. Em terceiro lugar, as “chuvas intensas” somam, ao todo, 462 casos.

A maioria dos registros de estiagem ocorreu em 2019, ano em que foram decretados 677 casos de situação de emergência pelo problema na Bahia — o que configura mais de um decreto por município. O segundo ano com maior número de notificações foi 2017, com 438 ocorrências. Até 30 de junho de 2026, foram oficializados apenas 26 registros este ano.

Entre as cidades mais afetadas pela estiagem estão Remanso, no norte da Bahia, com 21 casos em 10 anos; Rio do Antônio, no sudoeste do estado, com 20 registros; e Tremedal, também no sudoeste, com 19 casos.

No que diz respeito às doenças virais, as cidades mais citadas são Salvador; Lauro de Freitas, na Região Metropolitana; Piripá, no centro-sul baiano; Conceição do Coité, no território do Sisal; e Barra, no oeste — todas com quatro casos reconhecidos pelo MIDR.

Por fim, em relação às chuvas intensas, lideram os municípios de Ilhéus, no Sul Baiano, e Cícero Dantas, no nordeste do estado, ambos com sete registros. Os anos com maior número de ocorrências nessa categoria no decênio foram 2021 (145 registros) e 2022 (89 casos).

Ao todo, nos primeiros seis meses de 2026, foram oficializados pelo MIDR 57 casos de situação de emergência na Bahia, todos referentes a chuvas intensas, seca e estiagem.

*Bahia Notícias

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
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