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Estudo da USP aponta que vacina contra herpes-zóster é segura para pacientes com doenças reumáticas

Um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP revelou que a vacina contra herpes-zóster é segura para pacientes com doenças reumáticas autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus.

De acordo com a pesquisa, não houve aumento no risco de agravamento das doenças entre os pacientes vacinados, inclusive entre aqueles com quadros ativos ou em uso de medicamentos imunossupressores.

O estudo acompanhou 1.192 pacientes com diferentes diagnósticos e apontou que cerca de 90% desenvolveram resposta imunológica adequada após a aplicação das duas doses da vacina.

Segundo a reumatologista Eloisa Bonfá, responsável pelo estudo, esta é a maior pesquisa do mundo a avaliar, de forma sistemática, a segurança e a eficácia do imunizante nesse grupo, que já apresenta fragilidade no sistema imunológico.

Os dados indicaram que a taxa de piora das doenças foi de 14% entre os vacinados, número semelhante ao observado no grupo que recebeu placebo (15%). Além disso, os pacientes relataram menos efeitos adversos, como dor no local da aplicação e febre, em comparação com pessoas saudáveis.

A pesquisa também incluiu pacientes com outras condições, como esclerodermia e espondiloartrite. No entanto, em casos de uso de medicamentos específicos, como rituximabe e micofenolato de mofetila, a resposta à vacina foi menor, o que pode exigir estratégias adicionais, como doses de reforço.

A vacina recombinante já está disponível e é recomendada principalmente para pessoas acima de 50 anos, grupo com maior risco de desenvolver a doença. Segundo a especialista, a imunização pode evitar complicações graves e reduzir custos ao sistema de saúde. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica The Lancet Rheumatology.

A herpes-zóster é causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora, que permanece no organismo e pode ser reativado, especialmente em pessoas com imunidade comprometida. Os principais sintomas incluem dor intensa, coceira, formigamento e o surgimento de bolhas na pele.

O tratamento envolve o uso de antivirais nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas, além de medicamentos para controle da dor. Em casos mais graves, a doença pode gerar complicações como dor crônica, infecções secundárias e até comprometimentos neurológicos.

*metro1

Foto: MS/Divulgação

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