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Operação prende mulheres suspeitas de golpe contra idosos na Bahia; grupo fazia empréstimos com aposentadoria das vítimas

Três mulheres foram presas e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante uma operação que aconteceu na manhã desta sexta-feira (11), no município de Coração de Maria, a 31 km de Feira de Santana.

A ação faz parte da “Operação Alvo Frágil”, que investiga um esquema de fraudes em empréstimos consignados feitos com aposentadoria de idosos.

Segundo informações da Polícia Civil (PC), o grupo é ligado a uma representante bancária da cidade. As suspeitas se aproveitavam da vulnerabilidade das vítimas e ofereciam um suposto “troco do governo”, induzindo os idosos a fornecer dados pessoais e até realizar reconhecimento facial.

Com essas informações, eram contratados empréstimos consignados e realizadas operações bancárias sem o conhecimento das vítimas. Ainda segundo a PC, o valor era, então, desviado para contas das investigadas.

O caso passou a ser investigado depois que as vítimas procuraram a delegacia e apresentaram documentos, extratos bancários e comprovantes de transações que mostravam as fraudes.

Depois disso, ainda de acordo com a PC, as suspeitas teriam tentado intimidar as vítimas e obstruir as investigações, entrando em contato com elas para que não prestassem depoimentos ou negassem os fatos às autoridades.

Diante dos indícios, a autoridade policial representou à Justiça pela prisão preventiva das investigadas, além da busca e apreensão de documentos e equipamentos nas residências das suspeitas e na sede do correspondente bancário.

Durante a ação desta sexta-feira, os policiais apreenderam documentos, celulares e computadores. As mulheres presas continuam à disposição da Justiça.

A operação foi realizada por equipes das Delegacias Territoriais de Coração de Maria e Amélia Rodrigues, com apoio do Setor de Investigação (SI) da 3ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Amaro).

Além dos mandados de prisão, a Justiça também autorizou a quebra do sigilo bancário e o bloqueio de bens e contas das envolvidas, para garantir a reparação dos prejuízos causados. O valor, no entanto, não foi divulgado.

*G1

Foto: Divulgação/PC-BA

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